segunda-feira, 9 de abril de 2012

Sobre a Mediunidade [Artigo]


                                                           

                                                                                                 

Foto: Divulgação

mediunidade é faculdade inerente à própria vida e, com todas as suas deficiências e grandezas, acertos e desacertos, são qual o dom da visão comum, peculiar a todas as criaturas. Como instrumentação da vida, surge em toda a parte. O lavrador é o médium da colheita, a planta é o médium da frutificação e a flor é o médium do perfume. Em todos os lugares, damos e recebemos, filtrando os recursos que nos cercam e moldando-lhes a manifestação, segundo as nossas possibilidades.

Desse modo, possuímos no artífice o médium de preciosas utilidades, no escultor o médium da obra-prima, nos varredores das vias públicas valiosos médiuns da limpeza, no juiz o médium das leis. Todos os homens em suas atividades, profissões e associações são instrumentos das forças a que se devotam, atraindo os elementos invisíveis que os rodeiam, conforme a natureza dos sentimentos e idéias de que se nutrem. O homem e a mulher, abraçando o matrimônio por escola de amor e trabalho, honrando o vínculo dos compromissos que assumem perante a harmonia universal, nele se transformam em médiuns da própria vida, responsabilizando-se pela materialização, a longo prazo, dos amigos e dos adversários de ontem, convertidos no santuário doméstico em filhos e irmãos. Além do lar, será difícil identificar uma região onde a mediunidade seja mais espontânea e mais pura.

KARDEC DEFINE:

• Mediunidade: Faculdade dos médiuns.
• Médiuns: (do latim – médium, meio, intermediário) pessoa que pode servir de intermediária entre os dois planos da vida, ou seja, entre os Espíritos e os Homens.
Segundo André Luiz, mediunidade é o atributo de homem encarnado, para corresponder-se com o homem liberado do corpo físico.
Embora aceitos em sentido mais amplo por vários autores em nossos estudos, conceituaremos, de um modo geral, os Fenômenos Mediúnicos como aqueles que se reconhecem uma causa extrafísica, supraterrestre, isto é, fora da esfera de nossa existência física, portanto, Fenômenos Espiríticos, pois, se processam com a intervenção dos espíritos desencarnados.

CLASSIFICAÇÃO DA MEDIUNIDADE

Fácil observar-se que a mediunidade, embora una em sua essência (faculdade que permite ao homem encarnado entrar em relação com os espíritos), não o é quanto a sua natureza, ou razão de ser; variando de indivíduo para indivíduo.
Assim, destacamos:
a) Mediunidade própria ou natural
Edgard Armond a define: “À medida que evolui e se moraliza, o indivíduo ad-quire faculdade psíquica e aumenta conseqüentemente sua percepção espiritual. A isso denominamos mediunidade natural”.
b) Mediunidade de prova ou trabalho
Faculdade oferecida ao indivíduo, em caráter precário, como uma tarefa a de-senvolver, quando encarnado, com vistas à sua melhoria espiritual e a de seus se-melhantes.
Preparado de antemão no plano espiritual, o médium, ao reencarnar tem, no exercício mediúnico, abençoada oportunidade de trabalho.
c) Mediunidade de expiação
Há determinadas pessoas compromissadas grandemente em virtude do mau uso de seu livre-arbítrio anterior (em passadas existências), a sensibilidade psíquica aguça-da é imposta ao médium como oportunidade para ressarcimento de seus atos menos felizes do pretérito com vistas à sua libertação futura.
Esta mediunidade se manifesta à revelia da criatura e comumente lhe causa so-frimentos aos quais não se pode furtar.
A sua forma de manifestação mais comum é a obsessão que pode atingir até o estagio de subjugação.
d) Médiuns missionários
Convém lembrar que, além dos aspectos acima referidos, excepcionalmente po-demos encontrar médiuns que são verdadeiramente missionários do plano espiritual, entre os homens, os quais, pelos seus elevados dotes morais e espirituais, se tornam, a título de testemunho, em instrumentos da vontade Divina, em favor da humanidade.

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